Enfim, a Maçã

agosto 01, 2014

Creio que poucos dos meus amigos vão entrar neste artigo e ler com a mente aberta, mas como Larissa Herbst disse uma vez: “Essa é para os loucos”, ou melhor: “Essa é pra poucos”.

Desde pequeno eu sentia a falta de algo na minha vida, falta de algo que todas as crianças tinham, mas eu não: Uma profissão ou objetivo de carreira no coração. É estranho dizer, mas eu não via a mínima graça em ser policial, bombeiro ou médico. Não que eu não admirava outras profissões, mas nunca me encontrei nelas, nem tive a mínima vontade de usar uma farda ou camuflagem, parece bobo, mas me faltava isso, eu não sabia o que seria, o que queria da vida e isso acabava me deixando confuso, era torturante, eu só queria saber de ficar em casa mexendo no computador e... Seria essa a solução?

Sempre fui gamado em computadores, enquanto muitos sabiam grandes dribles no PES ou matavam zumbis no Resident Evil do console eu só queria saber de estar desenhando no paint, entrando na internet, e com meus 10 anos tinha paixão por ficar no bloco de notas brincando de fazer sites, acredite. Devido a essa minha experiência desde pequeno com Windows, tinha uma certa barreira que fazia eu odiar qualquer outra coisa que não fosse um PC rodando a ultima versão do Windows, e foi assim que em um lindo dia minha prima me apresentou o iPod Touch. Sim, eu já conhecia o iPhone, mas estava muito feliz com meu Windows Mobile e achava a Apple uma empresa idiota, achava que Windows era a melhor coisa e Mac fosse sinônimo de Computador de brinquedo, mesmo sem nunca ter mexido em um.

Lembro claramente de um dia minha mãe comprar esse iPod da minha prima e me dar, na época ela pagou bem barato, minha prima tinha comprado de um cara que importava e não via utilidade pra aquilo, eu lembro claramente de pegar o iPod, que estava quase que sem bateria, e sentir aquele geladinho estranho, parecia que o iPod ia cortar minha mão, eu nunca havia mexido em algo tão fino e leve, a tela era enorme, ele era um escândalo perto dos celulares da época... Eu então resolvi mexer e ai veio aquele BOOOM: “Que isso, vidro? Eu toco e ele responde, parece mágica!”. Foi magica a experiência de tocar no Touch capacitivo, era como um sonho virando realidade, a partir desse dia considerei aprender mais um pouco sobre essa empresinha com nome de fruta.

Bom, a partir daí eu tive uma realidade inteira mudada, comecei a ver vídeos, ler e pesquisar e não acreditava no que lia: “Não é possível que eles tenham feito tudo isso”, você tinha que ter visto minha cara quando vi Jobs falando “E nós patenteamos isso”, sobre o gesto de pinça no iPhone. A partir daí comecei a explorar e foi incrível, a sensação de usar Apple me passava certa magica, uma coisa que me fazia achar que estava ficando louco, que estavam me tratando como superior, parecia que alguém tinha visto os detalhes que eu mais queria que arrumassem e tivesse falado: “consertem isso, o Renan vai usar”, e isso foi acontecendo... Eu tive meu iPhone 3G, 3GS...

Mas claro que nem tudo são flores... Em Outubro de 2011 eu cheguei da escola de noite, e quando fui me sentar pra abrir as redes sociais meu irmão falou: “Aquele cara que você gosta morreu”, na hora me veio na cabeça ele, não sei porque diabos abri o Apple.com antes de abrir o Google News, e lá estava:

A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível.

Até hoje não sei de onde vieram aquelas lagrimas, eu nem era tão fã dele naquele ano, embora tivesse achado a SIRI uma linda ainda não tinha todo esse amor pela maçã, se eu não chorei em 2009 por Michael Jackson, por que senti aquele aperto no peito e não conseguia entender o porquê de tamanha tristeza, lembro-me de postar em um site de tecnologia que tinha na época um artigo chamado: “O rei se foi” e ter ido deitar.
Perfeito, como um Apple sempre foi tão bem embalado.
Daí pra cá eu me tornei o que vocês chamam de fanboy, cara da maçã, Apple Head ou qualquer outro rótulo que seja imposto pra quem gosta dessa marca, quem gosta dos detalhes que vão da caixa até o acabamento, até porque gostar de outras marcas pra vocês é aceitável, mas a Apple não, talvez ela seja fácil de odiar. Mas aí uso outra frase da Larissa:

“Não me ofende ser chamada de MacFag, MacHead, ou seja, lá qual o rótulo que alguns podem ter em mente… I’m a Mac. E só tenho a agradecer toda a influência que esse líder marcou em cada um de nós para um mundo “different”.”

Eu me tornei sim fã da marca, da história e dos executivos, eu vejo sim todos os dias como anda as ações, eu estudo pra saber o porquê de cada queda ou alta, eu quero saber como os produtos são por dentro, eu quero saber o que vai ser lançado antes da hora... E eu exponho isso nas minhas redes sociais e blog, exponho por dois tipos de pessoas: A que é louca assim como eu, e a que eu quero que veja essa loucura. Se você não gosta da maçã, seja meu amigo, se você não suporta ouvir falar dela, saia de perto de mim, pois essa sim tem presença marcante na minha vida, não mais só pelos iProdutos, mas também pelos Macs, depois que tive uma experiência com eles.
iPhone 5S & Budget iPhone Expected to Launch on September 6 | News
Eu acredito que não da pra falar em uma postagem sobre toda a magia da maçã, ela vai além de números, ela é de experiência, é pra quem ama tecnologia e pra quem ama design, quem ama coisas diferentes, quem ama coisas bem feitas... E aos haters, uso outra citação da Larissa:

“Seja você um Mac, um PC, um Linux, um Android ou simplesmente alguém que tenta ficar longe de computadores: você também vive num mundo cheio de “toques” desse gênio.”

Voltando a minha historinha, eu decidi qual vai ser a minha profissão e carreira: “Vai ser aquela em que eu vou usar produtos Apple para trabalhar”, não... Eu não escolhi algo, e nem pretendo... Eu vivo em um mundo em constante evolução, curso Ciência da Computação, minha profissão pode nem existir ainda.
Bom, espero que entendam que não sou cego pela maçã, eu sou alguém que gosta dela, mas sei ver seus pros e contras, gosto que respeitem minha opinião e não ignorem meus argumentos por isso, se eu for mesmo um fã cego com argumentos sem fundamento, apenas os desminta e me mostre à verdade.
Não posso finalizar esse post sem uma citação do cara que preveu o tablet, fez o computador pessoal ser o que é e fez-me amar meu smartphone, Steve Jobs:

"Ser o homem mais rico do cemitério não importa para mim. Ir para a cama à noite dizendo que fizemos algo maravilhoso... isso é o que importa para mim. "

PS: Voltarei a fazer postagens como essa, quero tentar mostrar um pouco mais do lado magico da maçã =D

Inspirado por: Larissa Herbst e Steve Jobs

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