Jobs aprovaria a Apple Pencil?

novembro 01, 2015

O último evento da Apple foi um prato cheio para criadores de caso. Diversas polêmicas foram criadas sobre o evento relacionadas ate mesmo com feminismo. Mas a maior polêmica ficou por parte da nova caneta da Apple, a Apple Pencil.

A polêmica da caneta da Apple é fundamentada pelo evento da Apple de 2007, onde a Apple apresentou o iPhone ao mundo. Durante o evento Steve Jobs falou de diversos recursos que não existiram ou não eram implementados corretamente que hoje são fundamentais para o uso de nossos gadgets. Durante a eufórica apresentação do multitoque ao mundo, com gestos de pinça na tela capacitiva, que ganhava também o primeiro teclado virtual eficiente, Steve falou que "ninguém quer uma stylus" se referindo as canetas que são necessárias para que telas resistivas funcionem corretamente. Os anos passaram e os smartphones ganharam um irmão maior. O tablet se popularizou logo após o lançamento do iPad, em 2010. O iPad chegou com uma tela gigante que possibilitaria a desenhistas terem uma nova plataforma de trabalho. Mas eles tinham um grande problema nas mãos: O iPad tinha tela capacitiva, ou seja, não aceitava canetas para escrita e desenhos. Depois de alguns anos surgiram alguns salvadores da pátria para esses desenhistas, a Pecil da FiftyThree é um dos melhores exemplos: Uma caneta capacitiva que ao contrário das verdadeiras gambiarras do mercado (eu tenho uma dessas), aceitava pressão e não causava desconforto ou delay durante o ato de desenhar. Desde o lançamento de canetas como a Pencil o iPad virou um ótimo gadget para artistas e produtores de mídia.

Mas de uns anos pra cá infelizmente (para a Apple) o iPad veio perdendo mercado, e o mais interessante: Não perdeu a maior parte de seu mercado por causa de concorrentes, perdeu para seus próprios irmãos mais velhos: iPhone e Macbook. Isso acontecia porque o profissional não tinha tantos recursos e tanta precisão no iPad, que acaba sendo mais um acessório do que um dispositivo principal. O iPhone ganhava na portabilidade, pois era menor, leve e fino e fazia quase tudo o que um iPad faz. A Apple ainda dominando o mercado resolveu não deixar as coisas paradas, com concorrentes de peso como o Surface da Microsoft e os tablets Android ganhando força ( Bom... Força na mídia, porque mercado eles perderam também) a Apple tirou 2015 para turbinar os iPads.

Começando com o iPad Air 2 a Apple resolveu fazer grandes melhorias no software, o iOS para iPads ganhou recursos para as centenas de teclados disponíveis para o uso, recursos de splitscreen e até aumentou o limite do tamanho e número de APIs dos aplicativos, com intenção de deixar os desenvolvedores mais livres para fazerem grandes ferramentas de produtividade e criação para o tablet mais famoso do mundo. Após um certo tempo a maçã resolveu lançar o iPad Pro (Enrolei pra chegar nessa parte...). O iPad Pro como o próprio nome já diz, veio pra ser um tablet voltado para o mercado profissional. Isso mesmo que você leu, UM TABLET. Ao contrário das concorrentes que tentam trazer um hibrido, a Apple busca transformar um tablet com todas as suas características (baseada no tablet moderno atual 2010+) em uma ferramenta profissional. O iPad Pro além de um hardware mais parrudo, uma tela gigante e uma bela aparencia também contaria com aplicativos de produtividade com mais recursos e a possibilidade de se usar acessórios de forma mais inteligente com seus novos conectorers magneticos que transferem energia e informações entre o acessório e o iPad. Mas o problema mesmo foi a APPLE PENCIL (Finalmente.. Enrolei 3 parágrafos pra falar dela). A Apple Pencil é uma caneta dessas que tem pressão e precisão, porém com um diferencial das outras: Pelo mesmo preço de uma caneta para telas capacitiva de terceiros (Levando em conta as principais opções do mercado) ela traz interatividate total e nativa com a tela do iPad que também conta com sensores que se conectam diretamente com ela.


Claro que se você leu esse texto com atenção já entendeu onde quero chegar. MAS como muita gente insiste na burrice vou explicar o máximo que poder (Se necessário até faço um desenho). Alguns haters, charlatões, mendigos de views, tabloides de tecnologia e até mesmo FÃS DA APPLE ficaram "Indignados" com o lançamento da caneta. Na cabeça deles Jobs se mataria antes de ver o segundo quadro do vídeo de apresentação da Apple Pencil. Claro que toda a base que os "indignados" tem é a iconia frase de 2007: "Quem quer uma stylus?". Okay, agora vamos para a parte em que mostramos que as pessoas que acreditam que Steve seria contra a Apple Pencil estão erradas. Primeiramente a Stylus que Steve desprezou em 2007 era a necessária para telas resistivas, Steve estava tentando simplesmente falar que ninguém quer uma tela que precisa de uma Stylus para funcionar, a prova final disso é que ele falou isso bem quando estava falando da tela capacitiva. Outro fato interessante é que a Apple Pencil é para o iPad e Steve estava falando do iPhone, mas com o iPhone 6 Plus acho que da pra tirar uns esboços legais, assim como no Galaxy Note da Samsung.

Steve Jobs era um cara fã de pessoas diferentes, criativas e a frente de suas épocas. Ele gostava de artistas, desenhistas, músicos, produtores... Você acha mesmo que ele seria contra uma ferramenta tão útil para uma mente criativa quanto uma caneta dessas? Jobs não se revirou no caixão no lançamento da caneta (obviamente porque ele está morto), pois Jobs jamais acharia problema em um acessório útil, inteligente e criativo como este. Além de tudo isso podemos ver analisando os fatos que a Apple Pencil não é como uma Stylus de tela resistiva (Isso também vale pras canetas de terceiros como a Pencil, a S Pen, a canetinha da Microsoft etc..).


Finalizando... 99,99% das polêmicas que envolvem a Apple são do tipo em que o titulo não condiz com o artigo. Isso acontece porque falar mal da Apple da uma quantidade absurda de visualizações sem esforço. Afirmo isso porque também escrevo para sites de tecnologia e os views vem bem mais rápido quando se fala da maior empresa do mundo. A Apple sofre com um fenômeno que chamo de "Efeito Michael Jackson". Assim como Michael a Apple é a maior em sua área, assim como é a maior em todas as áreas (não é opinião minha, a Apple é a maior empresa de capital aberto do mundo). O efeito consiste em se aproveitar em que o ser humano se impressiona mais com uma noticia ruim do que com uma boa. Michael sofria com tabloides pois isso atingia a pessoa do Michael. A Apple como é uma empresa, os tabloides de tecnologia só divulgam mais ela. Falar mal da Apple é melhor pra Apple do que você pensa.

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2 comentários

  1. ''Falar mal da Apple é melhor pra Apple do que você pensa.'' ADOREI!! Só leva pedradas árvores que dão bons frutos.Amo a Apple e tudo o que ela faz!!!❤ ❥
    Renan, PARABENZAÇO pela matéria.

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    1. Obrigado, Lu! Ter um bom feedback assim é muito satisfatório pra mim *--*

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